De cuidar da dor a cuidar da autoestima: a mudança da Dra. Amanda Fontoura na Enfermagem Estética

Como a enfermeira encontrou na Estética nova maneira de transformar vidas e construir futuro profissional com mais realização
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Índice

Cuidar de pessoas sempre foi parte da essência da Dra. Amanda Fontoura. Enfermeira em Curitiba, ela escolheu a profissão justamente pela possibilidade de estar próxima dos pacientes, acompanhar histórias e exercer cuidado de forma humana e presente.

Durante anos, essa vocação foi vivida dentro da Atenção Primária à Saúde. Atuando em Unidade Básica de Saúde há seis anos, entre os municípios de Pinhais e Curitiba, ela construiu trajetória marcada pelo contato diário com realidades difíceis, sofrimento físico e desgaste emocional dos pacientes.

Mas, com o passar do tempo, começou a perceber que existia outra forma de cuidar das pessoas. Uma forma igualmente humana, mas conectada à autoestima, bem-estar e felicidade.

Foi assim que a Enfermagem Estética entrou definitivamente em sua vida.

Quando o interesse pela estética se transforma em propósito

O primeiro contato da Dra. Amanda com a Estética aconteceu como paciente. Após a maternidade e já próxima dos 30 anos, ela começou a realizar procedimentos estéticos buscando preservar características que valorizavam sua autoestima.

“Eu senti que meu rosto estava derretendo um pouquinho.”

Durante essas consultas, o contato com profissionais da área despertou algo novo. As conversas com biomédicas e, principalmente, com uma colega enfermeira formada pelo Nepuga fizeram com que ela começasse a enxergar a Estética além dos procedimentos.

Ela passou a admirar o impacto emocional que aquele trabalho gerava nos pacientes.

“Eu vi que gostava muito do que ela fazia.”

Pouco a pouco, o interesse virou identificação profissional.

A diferença entre aliviar dor e gerar felicidade

Ao comparar a realidade da saúde pública com a área estética, Dra. Amanda percebeu diferença profunda na forma como os pacientes chegam até o profissional.

Na Atenção Primária, o contato geralmente acontece em momentos difíceis: doenças, dores, cansaço e sofrimento emocional fazem parte da rotina.

“O ambiente é mais triste, porque as pessoas estão com sofrimento.”

Na Estética, a lógica muda completamente.

Mesmo quando existe alguma insatisfação ou queixa estética, o paciente procura atendimento buscando se sentir melhor consigo mesmo, recuperar autoestima e fortalecer autoconfiança.

“Quero cuidar de pessoas que fiquem felizes e não só sem dor.”

Essa frase resume exatamente o que motivou sua transição para a Enfermagem Estética.

Mais do que mudar de área, Dra. Amanda queria transformar também a experiência de cuidado que oferece às pessoas.

A experiência prática fortalecendo a confiança profissional

Mesmo já tendo grande experiência clínica como enfermeira, a entrada na Estética trouxe novos aprendizados e desafios técnicos.

Ao longo da pós-graduação, ela percebeu que alguns conhecimentos da Atenção Primária ajudaram bastante, especialmente nas práticas relacionadas a exame físico e injetáveis.

“Exame físico e injetável é o que a gente faz bastante frequente.”

Essa familiaridade tornou parte da adaptação mais tranquila. Mas, ao mesmo tempo, ela reconhece que outros procedimentos exigem habilidades completamente diferentes do que estava acostumada na rotina hospitalar e ambulatorial.

A troca com colegas de outras áreas acabou se tornando diferencial importante nesse processo.

O valor do aprendizado multidisciplinar

Para Dra. Amanda, um dos pontos mais ricos da especialização é justamente o contato com profissionais de diferentes formações.

Cada aluno chega com habilidades específicas e experiências distintas. Enquanto alguns dominam mais procedimentos faciais ou cosméticos, ela percebe que sua experiência com injetáveis traz segurança maior em determinadas práticas.

“Eu tenho mais precisão na injetável.”

Ao mesmo tempo, aprende constantemente com colegas que possuem mais facilidade em áreas que ainda não fazem parte do seu dia a dia.

“É bem rico essa troca.”

Essa convivência fortalece não apenas o aprendizado técnico, mas também o senso de rede profissional entre os doutores que estão entrando em mercado em crescimento acelerado.

Harmonização facial, corporal e o encantamento pela transformação

Entre os procedimentos que mais despertaram interesse na doutora, os preenchedores e a toxina botulínica ocupam lugar especial.

Ela acredita que esses tratamentos possuem impacto muito significativo na autoestima dos pacientes, especialmente por ajudarem a recuperar volume facial, suavizar marcas e valorizar características individuais.

“Toxina é quase feijão com arroz.”

Além da harmonização facial, a parte corporal também chamou sua atenção durante as aulas teóricas. Apesar de entender que os resultados corporais dependem bastante da participação ativa do paciente, ela considera a área extremamente interessante.

A associação entre bioestimuladores, toxina botulínica e preenchedores também aparece como um dos conteúdos que mais despertam curiosidade e entusiasmo para o futuro profissional.

Uma transição construída com planejamento e segurança

Apesar da paixão crescente pela Estética, Dra. Amanda conduz essa mudança de carreira com estratégia e responsabilidade.

Seu plano é continuar, inicialmente, com vínculo na Prefeitura enquanto estrutura gradualmente os atendimentos estéticos em salas alugadas por período.

A ideia é construir cartela sólida de pacientes antes de migrar totalmente para a nova área.

“Quando eu conseguir me sustentar com isso, eu pretendo trocar de vez.”

Essa visão mostra maturidade profissional importante para quem deseja construir carreira sustentável na Enfermagem Estética.

Não existe impulso ou romantização. Existe planejamento.

A Estética como possibilidade de independência profissional

Além da atuação clínica, Dra. Amanda também já enxerga possibilidades futuras no ensino da Estética.

Como já atua na graduação, ela acredita que também gostaria de ensinar procedimentos, ministrar cursos e compartilhar conhecimento com outros profissionais da área.

“Eu gosto muito de ensinar.”

Essa vontade reforça ainda mais seu perfil profissional: alguém movida pelo cuidado, pela troca de conhecimento e pelo desejo genuíno de ajudar pessoas a crescerem.

Não ter medo de mudar também faz parte do crescimento

Ao olhar para a própria trajetória, Dra. Amanda acredita que o maior conselho para outros profissionais é não permitir que o medo paralise mudanças importantes.

Ela reconhece que abrir espaço para nova carreira pode assustar, especialmente quando já existe vínculo estável e consolidado na profissão atual.

“Mudar é bastante assustador.”

Mas também entende que a Enfermagem oferece múltiplas possibilidades de atuação e que a Estética é uma dessas áreas capazes de unir independência profissional, qualidade de vida e impacto positivo na vida das pessoas.

Hoje, mais do que cuidar da dor, Dra. Amanda encontrou propósito em ajudar pacientes a se sentirem mais felizes consigo mesmos.

E talvez seja exatamente essa mudança de perspectiva que esteja transformando não apenas sua carreira, mas também sua própria forma de enxergar o cuidado.

 

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Laís Bianquini

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Já sou aluno

"

Enquanto você pensa, tem pessoas menos qualificadas, mas com coragem, fazendo.

Não espere o cenário perfeito, porque não existe cenário perfeito.”

Dra. Fernanda Ribeiro

Aluna Nepuga de Pós-Graduação em Fisioterapia Dermatofuncional